Pensei que nunca mais iria chorar escondida
A deprê bateu forte, hoje acordei e queria não ter acordado, estou na cama e preciso me levantar. Minha filha comigo, preciso da nossa rotina. O whatsapp do trabalho desde cedo insistindo, precisa de mim também. Mas, quero cama. Para poder me levantar recorri ao notebook para enfim desabafar.
Há uma semana eu estava fazendo print e continuo na mesma.
Minha vida se transformou. Minha fisionomia também. Minha
alimentação também. Minhas preocupações também. Minhas prioridades também.
Quarta fui nas advogadas – mais de 2 horas de conversa –
vamos pra defesa – ainda não acertei a parte financeira da qual não planejava e
não tinha nenhum orçamento. Minha irmã me ofereceu a quantia que equivale 5 vezes
meu salário.
As advogadas cobraram
tudo isso pois o cara é ardiloso e muito maldoso será um trabalho e tanto.
Rebater todas as acusações. Ter ciência que o cara não mediu dinheiro no
processo e que certamente poderá levar para mais instâncias com o intuito de me
ferrar.
As advogadas ficaram de “boca aberta” que mesmo na inicial
dele os prints baseiam-se nas acusações que ele me fazia e eu na defesa e que
não perdia o controle e me colocava na posição de me explicar em situações que
qualquer ser humana mandaria um “foda-se”.
Talvez, os panos quentes que eu ia colocando hoje tira o meu
sossego.
O que mais martela na cabeça é o
porquê. Por que não ser o homem mais feliz do mundo? Paga uma pensão para filha
de um pouco mais da metade do que previsto em lei e não ser a pessoa mais feliz
do mundo por ela ser bem cuidada. Fica a pergunta e a certeza que tem algo
errado aqui.
Só sei que a cabeça está cansada. Certa de que estou do lado
da verdade, mas já exausta. Tão pressionada por ter sido chamada para uma briga
onde não tinha a intenção. Como se de repente estivesse eu numa arena de uma tourada
me defendendo do Touro.
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